Pesquisar neste blogue

A carregar...

Domingo, 3 de Outubro de 2010

Posso (voltar a) falar? Pior que saneamentos, só mesmo entregar conquistas!

O Governo Regional através do GAGS anunciou, e passo a citar: 


“Inspecção Regional das Actividades Económicas mais próxima das pessoas e das empresas (rectificada)

Mais focalizada na prevenção e informação junto das pessoas e das empresas, em detrimento do seu cariz policial, é esta a nova filosofia que se pretende implementar através da nova estruturação orgânica da Inspecção Regional das Actividades Económicas (IRAE), deixando, assim, de ser um órgão de polícia criminal. Aprovada no passado Conselho de Governo de 1 de Setembro de 2010, a orgânica da Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social consagra (segundo o governo regional dos Açores) "para a IRAE a adopção de padrões mais adequados à realidade Açoriana, adoptando em paralelo com os instrumentos sancionatórios e de decisão mais céleres e eficazes, a consagração de competências de divulgação e informação, tendo em vista o reforço do cariz preventivo da sua actuação, carácter esse que deve reger a actividade de qualquer inspecção, sendo disso bom exemplo a experiência da Inspecção Regional do Trabalho". Divulgar as normas técnicas e legais que regem o exercício dos diversos sectores da Economia cuja fiscalização está atribuída à IRAE, cuja complexidade e dimensão se revelam a maioria das vezes de difícil acesso, colaborando, sempre que necessário, com as associações de consumidores, empresariais, organizações sindicais e agentes económicos, bem como organizar acções de divulgação e informação, e prestar as informações e os esclarecimentos solicitados pelos agentes económicos, público consumidor e quaisquer outras entidades no âmbito da sua área de actuação, são das mais importantes competências que ora são atribuídas aquela inspecção. Tal filosofia de proximidade já se iniciou com a implementação do Sistema de Queixa Electrónico disponível em http://www.srtssweb.azores.gov.pt/irae, permitindo assim a qualquer cidadão ter um acesso mais directo e facilitado na sua relação com IRAE, que se pretende no futuro de maior colaboração e complementaridade.”.
Li e reli diversas vezes a notícia e pensei se teria percebido bem o que tinha sido anunciado. 

Cheguei à conclusão que tinha acabado de ler certidão de óbito da IRAE, bem como uma forte machada na Autonomia açoriana!

Foi possível, ainda, ler nas entrelinhas que o que se pretende é a uniformização com o que se passa a nível de outras inspecções regionais, forçando uma presumivel igualdade da IRAE com outras inspecções regionais (Inspecção do Trabalho e Inspecção do Ambiente) como se tal fosse possível!

O papel da Inspecção do Trabalho e Inspecção do Ambiente é absolutamente notável. Mas o âmbito de actuação é completamente distinto!

Quando falamos da IRAE falamos de Saúde Pública, da Saúde de todos nós. Dizer que o que importa é “adoptar padrões mais adequados à realidade Açoriana, adoptando em paralelo com os instrumentos sancionatórios e de decisão mais céleres e eficazes, a consagração de competências de divulgação e informação, tendo em vista o reforço do cariz preventivo da sua actuação, carácter esse que deve reger a actividade de qualquer inspecção” só poderá ser uma brincadeira de muito mau gosto.

De uma maneira muito simplista o que se passa é o seguinte:

1.º Com a aprovação da nova Orgânica da Secretaria Regional do Trabalho, a IRAE, que era um órgão de polícia criminal, deixa de o ser e as suas competências são seriamente reduzidas, contribuindo para que se percam competências regionais que foram conquistadas ao longo de anos e abrindo a porta para que outros, designadamente a ASAE, possam vir fiscalizar e sancionar os agentes económicos regionais, retirando a possibilidade de órgãos regionais fiscalizarem e actuarem em matéria de crimes de saúde pública e contra a economia;

2.º Põe-se no lixo um diploma nacional, o Decreto-Lei n.º 126/80, de 17 de Maio, que transferiu para a Região Autónoma dos Açores competências nessa matéria;

3.º As decisões nos processos de contra-ordenação passam a ser efectuadas pelo Inspector Regional (cargo de nomeação política, recorde-se), em vez de serem feitas pela Comissão de Aplicação de Coimas em Matéria Económica, a qual foi criada por um Decreto Legislativo Regional (DLR nº 14/85/A, de 23/12), à semelhança do que acontece no Continente Português com a CACMEP (DL nº 143/2007, de 27/04), razão pela qual parece ser evidente que o que se pretende é que o sistema se torne permeável e sujeito a pressões…

4.º As implicações práticas da publicação de tal diploma vão muito além daquilo que se possa imaginar, implicam alterações legislativas em dezenas de diplomas regionais e nacionais e farão, com certeza, as delícias de muitos advogados e juristas que nos seus recursos e impugnações judiciais, irão questionar a forma como a estrutura jurídica regional tem funcionado e respondido, nesta área, nas últimas três décadas.

Não restam dúvidas que com esta solução quem perde é a autonomia e sobretudo os açorianos.

E por isso, eu que com enormes custos pessoais (como é do conhecimento de todos) nunca me calei na defesa da Saúde Pública em São Miguel e nos Açores, não poderia agora calar-me.

Estou e estarei com aqueles que lutarem pela IRAE, onde e quando for necessário. É preciso agora que todos percebam que esta luta diz respeito a todos, açorianos e todos aqueles que amam os Açores.

Lutar pela IRAE é além do mais lutar pela Autonomia dos Açores!

Mário Freitas
1º e último Delegado de Saúde da Ilha de São Miguel
Médico especialista em Saúde Pública

Domingo, 15 de Agosto de 2010

Pensando em 2 jovens em particular, cujo Futuro os aguarda, mais tristes...

1. Angra do Heroísmo, 15 de Abril de 2010: Intervenção do Secretário Regional de Saúde, Miguel Correia

“Acabam de tomar posse os novos delegados de saúde até 2013. Tomou igualmente posse o Coordenador Regional de Saúde Pública. Para todos os nomeados o meu agradecimento institucional por poder contar com a vossa colaboração por mais um triénio.

(...) Em relação aos delegados concelhios não temos dúvida de que foram escolhidos profissionais que (...) são bem aceites pela população do concelho e são capazes de trabalhar em equipa.

(...) É por isso também que temos o nosso Serviço Regional de Saúde independente do Serviço Nacional de Saúde e quem o aprova é a Assembleia Legislativa Regional. Esta é, assim, a melhor organização das Autoridades de Saúde nos Açores para os Açorianos.”

GaCS/RC

2. A cultura de irresponsabilidade reinante nos Açores (por capricho de Cesarianos) não é apenas conversa. Por vezes tem consequências muito sérias. 

Por vezes morrem pessoas. Que são pais.

Porque alguém, a montante, não se quis chatear...

Que se faz a um assassino que num momento faz a vida de muita gente dar uma volta de 180º?

Domingo, 8 de Agosto de 2010

Descubra as diferenças







Américo de Deus Rodrigues Tomás (ou Thomaz) (Lisboa, 19 de Novembro de 1894 - Cascais, 18 de Setembro de 1987), político e militar português, foi o décimo quarto Presidente da República Portuguesa (último do Estado Novo).

  • «É a primeira vez que estou cá desde a última vez que cá estive.»
  • «Hoje visitei todos os pavilhões, se não contar com os que não visitei.»
  • «Comemora-se em todo o país uma promulgação do despacho número Cem da Marinha Mercante Portuguesa, a que foi dado esse número não por acaso mas porque ele vem na sequência de outros noventa e nove anteriores promulgados....»
in revista Opção, ano II, n.º30
  • «...É uma terra [Manteigas]bem interessante, porque estando numa cova está a mais de 700 metros de altitude...»
in O Século, 1/6/1964
  • «A minha boa vontade não tem felizmente limites. Só uma coisa não poderei fazer: o impossível. E tenho verdadeiramente pena de ele não estar ao meu alcance.»
in Diário de Notícias, 23/6/1964
  • «O Sr.Prof.Oliveira Salazar, ao longo de mais de trinta anos, é uma vida inteiramente sacrificada em proveito do país, e desconhecendo completamente todos os prazeres da vida, é um homem excepcional que não aparece, infelizmente, ao menos, uma vez em cada século, mas aparece raramente ao longo de todos os séculos.»
in Seara Nova, Maio 1965
  • «Eu prolongo no tempo esse anseio de V.Ex.ª e permito-me dizer que o meu anseio é maior ainda. Ele consiste em que, mesmo para além da morte, nós possamos viver eternamente na terra portuguesa, porque se nós, para além da morte vivermos sempre sobre a terra portuguesa, isso significa que portugal será eterno, como eterno é o sono da morte.»
in Diário da Manhã, 14/9/1970
  • «Neste almoço ouvi vários discursos, que o Governador Civil intitulou de simples brindes. Peço desculpa, mas foram autênticos discursos.»
in Diário de Notícias, 14/9/1970
  • «Pedi desculpa ao Sr.Eng.º Machado Vaz por fazer essa rectificação. Mas não havia razão para o fazer porque, na realidade, o Sr. Eng.º Machado Vaz referiu-se à altura do início do funcionamento dessa barragem e eu referi-me, afinal, à data da inauguração oficial. Ambas as datas estavam certas. E eu peço, agora, desculpa de ter pedido desculpa da outra vez ao Sr.Eng.º machado Vaz.»
in Seara Nova, Agosto 1972







    Miguel Fernandes Melo de Sousa Correia
    Nascido em: 08-01-1972
    Miguel Fernandes Melo de Sousa Correia nasceu em Angra do Heroísmo a 8 de Janeiro de 1972. É casado.
    É o Secretário Regional da Saúde dos Açores, desde 2008.

    “Hoje aqui estamos já a colocar a primeira pedra e marcar o arranque oficial das obras. E contamos dentro de 18 meses estar aqui para proceder à sua inauguração. E é assim que demonstramos o empenho deste governo em melhorar, efectivamente, as condições de acesso à saúde e respondendo cada vez melhor às necessidades dos açorianos. (…) E do mesmo modo outras infra-estruturas crescem já, de dia para dia, no terreno como o novo hospital da ilha Terceira, ou se preparam para avançar em breve como o Centro de Radioterapia dos Açores, a ampliação do hospital da Horta e a ampliação do Centro de Saúde de Vila do Porto.
    Mas estamos aqui hoje para falar da Graciosa e com que alegria o fazemos! (…)
    Mas para além das infra-estruturas, há outras facetas que mostram mais do que a atenção, o zelo do governo pela qualidade dos serviços de saúde. Acaba de ser publicado o diploma que estabelece a orgânica da Inspecção Regional da Saúde. Trata-se de um organismo que tem por objectivo fiscalizar as unidades de saúde nas suas vertentes administrativa, sanitária e de recursos humanos. (…)"